top of page

Pé de Letra: projeto finalista Mega Hack Women

Como reduzir em 37,5% o tempo de inspeção de grandes transmissoras ede energia

Resumo

O Pé de Letra foi desenvolvido através de um desafio proposto pela empresa Árvore, no Mega Hack Women 2020, promovido pela Shawee ao longo de 11 dias: como podemos contribuir para que nossas crianças se tornem grandes leitores e ainda tornar a leitura um momento de lazer entre as famílias? Entendendo a importância da leitura familiar e aproveitando o uso da tecnologia como aliada, criamos uma solução na qual tanto as crianças, quanto as suas famílias, podem aproveitar o momento de leitura de maneira agradável e divertida.

Atuação

Condução do Duplo Diamante:

  • Discovery com desk resarch e questionário;

  • Definição e priorização das oportunidades;

  • Cocriação da solução com demais integrantes do time (marketing e desenvolvimento);

  • Prototipação;

  • Colaboração na elaboração do modelo de negócios;

  • Ilustrações.

Descoberta

Para conhecer os perfis inclusos no nosso público alvo (famílias com crianças de 5 a 9 anos), realizamos Desk Research (artigos e portais que trabalham com leitura infantil, como a empresa desafiante; e dados da pesquisa do Instituto Pró-Livro, Retratos da Leitura no Brasil) e entrevistas (quantitativa com 24 famílias, explorando idade das crianças, hábitos e rotina familiar e formas de incentivo à leitura; e qualitativa com um educador infantil).

0_k-0wAmCI5fXe5FDV.webp

Hoje, o acesso ao material de leitura é disponibilizado muitas vezes de forma gratuita ou a baixo custo via aplicativos diversos. Há ainda ONGs que levam a leitura para crianças sem acesso a equipamentos ou conectividade, como a Associação Criança Brasil (SP). [4] Além disso, a própria plataforma da empresa desafiante disponibiliza os livros digitais para estudantes de todas as idades em conjunto com educadores que aderiram ao projeto, via serviço de assinatura. Porém não encontramos soluções digitais que foquem na participação familiar neste processo de forma acessível.

Nessa faixa etária as crianças já estão se conhecendo, definindo seus gostos e preferências e expressam sentimentos. Questionam e tem interesse sobre a origem das coisas. A leitura mediada por um adulto faz com que a criança tenha curiosidade pela palavra, além de aprofundar as camadas de leitura por meio de questionamentos sobre as situações e os personagens narrados. Conhecer a história previamente pode auxiliar na mediação [5,6]. Entre as principais formas de incentivo praticadas estão ler para a criança (47%); ler junto com a criança (65%); e presentear com livros e quadrinhos. Apenas 29% conversa sobre o que a criança leu [2].

Definição

A partir das informações coletadas, construí Personas, incluindo responsáveis e crianças no mesmo perfil:

 

  • Suzana, 26 anos: Mãe que se divide entre cuidar da casa e do filho de 5 anos, que não está em aula e ainda não sabe ler. Dedica até 30 min por dia para ler para a criança.

  • Carlos, 35 anos: Pai de duas crianças, um menino 6 anos e uma menina de 7 anos. Trabalha fora e só incentiva as crianças presenteando com livros e quadrinhos, pois não sabe incentivar de outra forma, mas as crianças, apesar de saberem ler, não gostam.

  • Patrícia, 44 anos: Mãe de duas meninas de 8 e 9 anos, que adoram ler. Possui uma rotina planejada, dividida entre cuidar da casa, das filhas, trabalho em home office e tem ajuda dos tios e dos avós das crianças. Incentiva presenteando com livros e quadrinhos, lendo junto com as crianças e conversando sobre o que elas leram.

Ideação

A partir das necessidades e personas identificadas, buscamos uma solução que focasse em orientações sobre o incentivo e no tempo necessário para se dedicar à atividade, visto que, mesmo com a pandemia, muitos responsáveis pelo incentivo ainda trabalham fora de casa (24%) e/ou possuem jornada dupla (24%) ou tripla (24%) — conciliando duas ou três atividades entre: trabalhar (fora de casa ou em home office); cuidar das crianças; afazeres domésticos; e estudar [2]. Também levamos em conta a faixa etária proposta no desafio, que vai desde crianças que ainda estão aprendendo a ler, até aquelas que possuem mais autonomia.

 

As funcionalidades foram definidas por meio de brainwriting e votadas em silêncio. Depois foram priorizadas, considerando, principalmente, o tempo para executá-las (prototipação e codificação), uma vez que o projeto foi desenvolvido em um hackathon de 11 dias, utilizando a metodologia Scrum. A solução entregue no MVP possui um perfil para os responsáveis e um perfil para as crianças.

0_hSlRruVxIuCWmep3.webp

Prototipação

Um dos pilares da nossa plataforma era pensar em uma solução acessível, considerando condições como hiperatividade e autismo, e evitei cores desconfortáveis para estes usuários [7]. Também pensamos em limitações visuais, como baixa visão e daltonismo. Para que estes usuários não enfrentem dificuldades para visualizar informações, realizei testes de cores e contrastes por meio do plugin Color Blind, do Figma [8,9]. No mais, todas as cores foram escolhidas de modo a tornar o ambiente atrativo aos olhos infantis [10].

Construí um protótipo de alta fidelidade para os dois perfis no Figma e os códigos back-end e front-end, feitos por Camilla Cleane e Laura Oliveira, respectivamente, estão disponíveis no Github.

1_zgbll-d7aJePITQjesHLOg.gif
0_F1jMtuEjbcvlu0yS.webp

Entrega

Pitch

Escolhemos como Modelo de Negócio planos de assinatura, com base no funcionamento de plataformas já existentes. Porém, para tornar nossa plataforma acessível, contribuindo com qualquer valor acima do valor da assinatura, o usuário ajuda crianças de famílias que não podem pagar pelo serviço a ter acesso a plataforma. As famílias beneficiadas serão definidas por meio de questionário socioeconômico e o usuário terá seu nome em uma lista de apoiadores.

0_VOpexfwigYwxdVlg.webp

Aprendizados 

  • Diversidade: cinco pessoas com vivências pessoais e profissionais completamente diferentes são capazes de gerar um número enorme de ideias, desde as mais simples até as mais úteis e ousadas, mas nem sempre convergentes. A priorização de ideias é muito mais complexa quando se tem um time complexo, porém geram uma solução muito rica e com muitas perspectivas de evolução;

  • Comunicação e sociabilidade: terminamos de montar o time no mesmo dia da divulgação dos desafios e não tivemos muito tempo para nos conhecermos antes de iniciarmos o projeto. E, apesar de cada participante do time ter um papel específico, nossa comunicação viabilizou rápido engajamento na construção da solução, tornando o trabalho entre as áreas bastante fluido, mesmo à distância;

  • Gestão de tempo: planejar nosso cronograma foi essencial para que tenhamos conseguido submeter o projeto a tempo. Nossa programação foi feita para 10 dias, deixando o último para possíveis imprevistos;

  • Inteligência emocional: necessária principalmente diante dos imprevistos, tanto para manter-me centrada no que poderia fazer para resolvê-los, quanto para buscar estimular calma nas demais participantes;

  • Recebimento de feedback: as mentorias foram muito importantes para o avanço do nosso projeto. Além de ser a visão de alguém mais experiente, tivemos acesso à opinião de pessoas que estavam tendo contato com a solução pela primeira vez, portanto sem apego às ideias iniciais. A aplicação e/ou adaptação das sugestões nos permitiu aprimorar nossa solução;

  • Importância de conhecer demais áreas de contato: o trabalho é muito mais eficiente quando cada integrante conhece as dores de cada área envolvida, uma vez que as soluções viáveis são priorizadas desde o início do processo.

Referências

[1] Retratos da Leitura (Instituto Pró-Livro, 2018);

[2] Desafio da quarentena: como incentivar as crianças a lerem mais com apoio da tecnologia? — (Pé de Letra, 2020);

[3]Guia para pais de proteção infantil na Internet (ESET, 2010);

[4] Entrevista com o educador Bruno Oliveira de Lima, ex-participante da ONG via chamada telefônica (Helloise Mota, 2020);

[5] Como escolher livros do Infantil ao Fundamental 2?;

[6] Qual é o melhor livro para crianças de cada idade?;

[7] A influência das cores e materiais para as crianças autistas, no âmbito escolar (Renata Scarano Pietra, 2018); [8] Daltonismo e UX: a experiência para todos (Flavio Santana, 2017);

[9] Plugin Color Blind;

[10] Influência das cores na motivação para leitura das obras de literatura infantil (Geraldina Porto Witter e Oswaldo Alcanfor Ramos, 2008).

bottom of page